A osteoporose é uma doença silenciosa que se caracteriza pela diminuição de massa óssea, com o desenvolvimento de ossos ocos, finos e de extrema sensibilidade, tornando-os mais sujeitos a fraturas. Está relacionada ao processo de envelhecimento.
O osso, além de promover sustentação ao nosso organismo, é a fonte de cálcio, necessária para a execução de diversas funções como os batimentos cardíacos e a força muscular. É uma estrutura viva que está sendo sempre renovada. Essa remodelação acontece diariamente em todo o esqueleto, durante a vida inteira.

Os nossos ossos recebem forte influência do estrogênio, um hormônio feminino, mas que também está presente nos homens, só que em menor quantidade. Este hormônio ajuda a manter o equilíbrio entre a perda e o ganho de massa óssea.

Por este motivo, as mulheres são as mais atingidas pela doença, uma vez que, na menopausa, os níveis de estrogênio caem bruscamente. Com esta queda, os ossos passam a se descalcificar e se tornam mais frágeis. De acordo com estatísticas, a osteoporose afeta um homem para cada quatro mulheres.
Os locais mais comuns atingidos pela osteoporose são a espinha (vértebras), a bacia 
(fêmur), o punho (rádio) e o braço (úmero). Destas, a fratura mais perigosa é a do colo do fêmur. Um quarto dos pacientes que sofrem esta fratura morrem dentro de 6 meses.
Muita dor nas costas e diminuição de estatura podem representar fraturas vertebrais da osteoporose. Preste atenção!
Estima-se que no Brasil a osteoporose atinja 10 milhões de pessoas, sendo que 75% desconhecem que possuem a doença. Ocorrem 2 milhões de fraturas por ano e causa 200 mil óbitos. Portanto, a osteoporose é um dos grandes problemas de saúde pública e impõe uma carga muito grande para os pacientes e suas famílias.
O ginecologista, como especialista da mulher, tem a oportunidade de diagnosticar precocemente a doença através da identificação dos fatores de risco e solicitando um exame chamado DENSITOMETRIA ÓSSEA. 
Outros exames podem ser solicitados, para avaliar o metabolismo, como dosagem de vitamina D, cálcio, fósforo, fosfatase alcalina, paratormônio, calciúria, hemograma, provas de função hepática.


CONSULTE SEMPRE SEU MÉDICO!
Fontes: Sociedade Brasileira de Endocrinologia, Sociedade Brasileira de Ginecologia